Bento Gonçalves,  Brasil,  Rio Grande do Sul

Bento Gonçalves

Viagem em 2015

1 dia 

A noite chegamos no hotel San Marino que fica em um canto da cidade. Estava muito frio (11 graus), o hotel é super bem montado, quarto aconchegante, chuveiro a gás, ar condicionado e aquecedor.

Jantamos na Pizzaria Sapore di Fiorenza que tem rodizio de pizza e massas. Não é barato mas vale muito a pena, visto que as pizzas são maravilhosas. Os garçons uma atração a parte pois brincam com os clientes durante todo o tempo.

2 dia 

Saimos cedo para tentar pegar lugar na Maria Fumaça. Chegamos na estação por volta de 8:45 e conseguimos comprar o ingresso. Geralmente a venda é por agência porém descobrimos que, na hora, às vezes tem desistência e quase sempre se consegue comprar para casal. O valor foi de 86,00 por pessoa incluso todas as degustações e shows, a volta para Bento Gonçalves de ônibus e a visitação do Epopéia Italiana.

O passeio foi muito bom com algumas vistas maravilhosas! Sai da estação de Bento Gonçalves, vai por Garibaldi e termina na estação de Carlos Barbosa. Bem turista mesmo, os shows bem legais!

A Epopéia Italiana é a história de de Lázaro e Rosa que veio para o Brasil. No final, tem uma outra degustação de suco de uva e biscoito e um grupo que tira fotos de época vestindo os clientes como imigrantes italianos. Em 2015 os valores variavam de R$ 40 a R$ 60.

Demos uma passada na entrada da cidade, onde fica o portal e o centro de visitantes, pois ontem estava fechado quando chegamos. Recebemos vários mapas e indicações do que fazer e programações da cidade.

Seguimos para Carlos Barbosa na loja de fábrica da tramontina. É um mundo!!! De tudo que se imagina!!!! A loja inteira tem 20% de desconto no valor da peça.

Voltamos para Bento Gonçalves e fomos em seguida para o centro visitantes da Vinicula Aurora, que fica no centro, bem perto da estação do trem. É um passeio gratuito ao local de armazenamento dos vinhos e a visita é guiada, onde a guia conta toda a história de fabricação do vinho, suco e espumantes. Ao final da visita tem a degustação e a loja da Aurora. Na realidade é uma Cooperativa que virou associação dos produtores de uva, dando origem à marca.

A noite jantamos em outro rodizio de pizza, mas não gostamos tanto quanto o do dia anterior. Esse, apesar de ter algumas mesas vazias, tinha fila na porta com muita gente esperando. A impressão que deu foi que eles não tinham alguém que coordenasse as pessoas. Os pratos que eram servidos estavam mais espaçados que no outro restaurante e alguns garçons meio perdidos. A pizza era boa, mas se eu fosse escolher uma para voltar iria na Sapore di Fioreza.

3 dia 

Decidimos começar pela rota Cantinas Históricas e Vale do Rio das Antas. A primeira que visitamos foi a Casa Possamai, onde conhecemos a dona Doraci que é dona da propriedade centenária, junto com seu esposo. Ela nos contou a historia da região e nos apresentou a Cantina que é tambem conhecida como porão da casa, onde eles fabricam o vinho, licores, geleias… Tudo muito bom, ela nos deu a prova de um licor com nozes muito gostoso, mas o que mais amamos foi a geléia de uva que tem pedacinhos de uva nela!!!! Maravilhosa!

Depois visitamos a Sucos Menoncin onde conhecemos a Cibele, lá voce nao acompanha a produção, tem a degustação e um ponto de vendas! A Cibele é muito simpática, vale a pena visitar!

Em seguida fomos a Vinicola Salton onde fizemos o tour guiado que sai a cada hora até as 16:00. O tour é 15,00 por pessoa e cada um ganha um vale desconto de 10,00 na loja.

Durante o percurso você conhece a história e visita a fábrica, nos falaram algumas técnicas do plantio (uma prática é plantar uma roseira na ponta de cada linha de parreiras, pois se der alguma praga naquela linha, ela primeiro ataca a roseira, como formigas, etc, entao você ja descobre pela roseira a praga que atacou a plantação).

No tour você também conhece o lugar do estoque e um lugar tipo o porão que tem várias coisas estocadas, uma sala separada que tem degustação de vinhos (essa degustação é de vinhos especiais, custa 50,00 por pessoa e tem que ser agendada com no min 2 dias de antecedência). Tem também um novo trecho do porão que eles chamam labirinto, nele estão montando o estoque ainda dos vinhos, esse porão fica a 8 metros de profundidade com relação ao nível da rua, a temperatura é 11 graus.

No final tem a degustação de vinhos e espumantes, são muitas provas que dão, mais do que nas outras vinicolas.

Partimos então para almoçar, paramos primeiro no restaurante Pignattela mas não almoçamos lá pois eles tem o menu tipo tirolez que já é um cardápio pronto onde você paga 60,00 por pessoa e tem o prato de entrada, principal e sobremesa estipulados pelo restaurante, podendo repetir mas não tem como trocar o menu. Preferimos não comer lá pois muito do que estava no menu eu e Daniel nao comemos, então não ia justificar pagarmos para não comer.

Resolvemos procurar outro restaurante.No próprio mapa da rota encontramos a Pousada Bucco que também tem restaurante, fomos almoçar lá. Pagamos 33,00 por pessoa para comer a vontade tanto a comida quanto os doces e para quem queria ainda tem degustação de cachaça artesanal. O bife foi feito na hora. A comida estava maravilhosa, os doces de comer e repetir e todos os funcionários muito atenciosos assim como os donos! Super recomendamos!

De la fomos visitar a cachaçaria Bucco que fica pouco mais acima da estrada, lá o Matheus nos mostrou toda a produção artesanal da cachaça alem de termos uma vista linda da ponte sobre o Rio das Antas. 

Ele também explicou que eles conseguem plantar cana na propriedade pois eles ficam bem ao lado do rio e quando esfria, o rio forma uma neblina com a água que evaporou impedindo a formação da geada, protegendo assim a cana e possibilitando seu plantio. No fim do tour tem a degustação de cachaça e licores, mas o teor alcoolico é muito alto, mesmo nos licores deles pois são em torno de 20 a 30%.

Seguimos para a Dal Pizzol. Chegamos e fomos conhecer o pequeno museu que fica ao lado da lojinha. Depois, na loja, nos apresentaram os produtos e teve a degustação, também nos informaram que com um cadastro na loja eles mandam o vinho para o Rio com o mesmo valor da loja mais o frete. Eles também possuem um parque temático auto explicativo onde o cliente pode ver parreiras, alguns materiais antigos e vários animais no caminho. O atendimento é ate as 16:30.

Partimos para a Vistamontes sucos lá a produção é pequena, fomos recebidas pelo irmão da dona da marca, ele explicou que a produção é da irmã e do cunhado que são enólogos e fazem a produção de sucos de uva branca e tinto, provamos os dois. O da uva branca é muito gostoso, mas o da uva tinta é o melhor de todos os que ja provamos até hoje! Maravilhoso!!!

Nossa última parada foi na Montevino Espumantes Estrelas do Brasil, fomos recebidos pelo dono Irineu Dall Agnol. A propriedade estava em reforma pois ele esta tentando fazer um espaço para festas, um novo galpão e um pequeno restaurante. Mas a vista do Vale Aurora é maravilhosa!!

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Ele nos levou para uma caminhada na propriedade onde passamos pelas parreiras (que estão crecendo ainda, a colheita é para janeiro e fevereiro) e termina em um mirante que se tem a vista de todo o vale da Aurora, uma vista Maravilhosa! Super vale a pena conhecer, por fim ele nos leva para a desgustação dos espumantes. São muito bons também.

A noite fomos jantar no Restaurante Português, lá tem uma refeição tipo colonial que você paga 29,90 por pessoa e come varios tipos de comida e pratos bem servidos. Porém optamos pelo filé a parmegiana que Daniel estava vom vontade de comer. Estava bem gostoso também. Fomos por volta das 20:00, o restaurante estava vazio, mas descobrimos depois que chegamos no hotel que é porque o horario que lota é por volta das 18:00.

4 dia 

Começamos pela Vinicola Mena Kaho que é parte de dois roteiros: o Cantinas Históricas e Vale das Antas e também do Encantos de Eulália.

Conhecemos a Luraine que nos explicou várias coisas, nos falou da região, coisas a fazer, etc, também experimentamos o vinho e o suco de uva Mena Kaho que é delicioso! O que mais gostamos foi o orgânico. Ela nos contou a história da familia que inicialmente tinha o sobrenome Roman enquanto eles moravam em Roma. Com o fim do império romano eles foram para o norte da Itália, e para diferenciar os sobrenomes, eles davam apelidos considerando a atividade exercida pela familia, no caso da Mena Kaho, sua atividade era plantação de uva.

De lá seguimos para a Recanto Flores e Sabores onde conhecemos a dona Ana Maria e sua filha que tem um lugar cheio de flores (não são comercializadas, apenas plantaram porque gostam) e também um pequeno galpão de madeira super fofo com várias mesas e cadeiras onde elas fazem reuniões agendadas, fui informada que dona Ana Maria cozinha muito bem e tem um Capeleti muito famoso!

Elas também fabricam licores e fazem a degustação, o que mais gostei foi o de Laranja pois tem um sabor bem acentuado da fruta. Os outros sao muito bons tambem. Depois da degustação ela nos levou para a parte de baixo do terreno onde ela tem uma janela, que era da casa de seus avós, com um vasinho de flores, ela abre a janela e dá pra tirar lindas fotos!!

Antes de ir pro almoço passamos no Caminhos de Aventura Kasper, não chegamos a entrar, mas vimos a tabela de preço na entrada e estavam todos bem em conta. Fomos informados que eles só funcionam aos sábados, domingos e feriados e o local não tem almoço, apenas lanche.

Seguimos para almoçar na pousada Bucco, a mesma do dia anterior e mais uma vez a comida estava maravilhosa!

Fomos conhecer a Vinicola Cainelle onde conhecemos o Roberto. A visita custa 5,00 e ele nos contou a história da familia e da casa, na parte de cima tem um museu com a casa como era antigamente, conservada como seus antepassados a fizeram, também alguns objetos e a história da cidade em uns Banners num dos cômodos. Fizemos a degustação dos vinhos e licor que estavam deliciosos e ficamos uma boa parte da tarde conversando com ele.

Depois fomos para o Mirante do Campanário onde também tivemos uma bela vista da cidade.

A noite saimos para jantar no Giacomelle onde comemos um filé bem gostoso. O prato foi bem em conta e deu pra dois sem problemas. Ele fica no centro da cidade, centrão mesmo, em frente ao shopping, pois descobrimos que existe também o centro turistico que fica mais movimentado.

5 dia 

Saimos para fazer a Rota dos Vinhedos. Logo no inicio vimos que algumas coisas estavam fechadas, apesar de, no folder, dizer estarem abertas desde terça feira, outras até todos os dias. Achamos que pode ser devido ao feriado de ontem (que foi segunda).

Paramos na loja chamada Couros do Valleh, nela voce encontra sapatos, botas, bolsas, malas, roupas, tudo de couro. Cada coisa mais linda e preços que atendem a todos os bolsos! Desde coisas baratas, médias até coisas de alto nível aquisitivo.

Ao sair da loja seguimos para o almoço, paramos na Giordani porém estava fechada, nos informaram que a cozinha está em obra. Fomos então para o Castelo Bevenutti que fica na estrada, pode-se escolher entre rodizio (60,00 por pessoa) ou a la carte, como estávamos com pressa devido a visita na Vinicola Valduga que começaria as 13:30 resolvemos pedir a la carte. O file com queijo estava delicioso e o espaguete também, dá para duas pessoas.

Em seguida fomos para a Vinicola Valduga onde fizemos a visita guiada pela fábrica, só existe essa opção de passeio simples que custa 40,00 por pessoa (você ganha uma taça e tem que ficar segurando durante todo o passeio e se quebrar não tem reposição), as outras opções de passeio eram mais completas, uma era visita a todas as lojas que pertencem a Valduga (85,00 – qua e sex), um que você degusta vinhos que estão em fase de preparação (95,00 – ter e qui), um curso de degustação de vinho e visita técnica a vinicola e um outro com visita à vinicola com degustação de vinhos tops. A visita simples dura 2 horas e você conhece a fábrica como um todo, com um guia e, durante a semana, pode observar os operarios trabalhando.

De lá fomos visitar alguns locais mais rápidos para dar o tempo da visita à vinicola Miolo. O primeiro foi a casa de chocolate Mondé onde fizemos degustação de chocolates da casa e também belgas.

Em seguida fomos ao Vinhos Michelle Carraro cuja loja fica dentro de 3 pipas de 120 mil litros cada uma. Conhecemos as pipas antigas de madeira por dentro onde ainda tem cristais tartaricos, a atendente (que é da familia) nos contou um pouco da história deles, também nos ofereceu degustação de vinhos e suco de uva.

Em seguida passamos rapidamente pela Artes e Delicias que funciona na garagem de uma casa, para entrar você tem que apertar a campainha e aguardar pois a dona não fica na loja o tempo todo. A casa tem diversos artesanatos e também produtos como salames.

Fomos em seguida para a Miolo para o nosso tour, preferimos o simples, pois o maior durava 2 horas. O que fizemos de 40 min custou 15,00 por pessoa. Nosso guia nos deu várias informaçoes sobre a empresa, história e também sobre o plantio da uva (alguns já citei acima).

O mais legal desse tour que não tivemos nos anteriores foi um breve curso sobre a desgustação do vinho, foi bem básico mas muito legal. A primeira coisa que se deve perceber é a coloração, coloca a taça contra uma superfície clara (no vinho branco deve estar translúcido em toda a taça e o tinto se percebe pela parte em que ele enconsta na lateral da taça que é mais claro). Outra coisa a se observar na coloração é que quanto mais forte for a cor, mais tempo de barrica o vinho teve, também é importante ver se existe alguma sujidade na superficie do vinho.

Em seguida se observa o aroma, deve-se rodar o vinho na taça por 4 segundos (para que o oxigênio se misture mais ao vinho e deixe o aroma mais forte e marcante, ele fez a expêriencia de sentir antes e depois de rodar o vinho na taça e realmente o olfato muda). Por último o sabor, para sentir deve se dar um gole e segurar um pouco mais o vinho na boca antes de engolir, depois você sente o sabor do vinho (quando saliva muito depois que bebe e sente uma leve pressão na bochecha significa que o vinho esta com mais tanino, ou seja, pouco tempo de barrica).

Vale super a pena assistir o Pôr do Sol por lá. Jantamos no mesmo restaurante do dia anterior.

6 dia 

Tomamos café da manhã e saímos para conhecer o roteiro Caminhos de Pedra. Paramos em um ponto de atendimento turístico logo no início da rota (um container com adesivos de pedras, bem criativo), onde pegamos mais algumas informações sobre o Caminhos.

Logo em seguida fomos à Casa Predebon, onde fomos atendidos por uma senhora não muito receptiva. Havia poucos doces nas prateleiras (não soubemos dizer se por conseqüência da alta demanda do feriado de Sete de Setembro ou se é o normal da casa).

Em seguida fomos à Fotos à Moda Antiga, onde fomos recepcionados por Zeca e sua esposa, muito simpáticos. Lá encontramos também o pai de dois adolescentes que cantam músicas da região, um sujeito calvo italiano, conversamos bastante. Zeca e família fazem, além das fotos, venda de vinhos com rótulos personalizados, que podem incluir fotos da pessoa ou casal, ou simplesmente dizeres. Também vende caixas de madeira para embalar as garrafas (sendo que essas caixas podem ter ou não dizeres esculpidos nelas).

As garrafas variam de 10 a 35 reais (2015), e comprando a garrafa você ganha a impressão (com foto). Nos permitiram tirar fotos um do outro com nossa câmera, ao final da sessão.

Em seguida fomos até a Casa do Tomate, que vende 47 produtos feitos com tomate, incluindo diversos tipos de molho, suco e até cerveja de tomate. Vale a pena a visita.

Depois fomos almoçar no restaurante Casa Ângelo. Pagamos R$ 48,00 por pessoa (2015) por um menu que incluía saladas, carnes e massas. Fomos muitíssimo bem atendidos, o custo benefício deste almoço terminou sendo muito bom.

Dali fomos para o Parque da Ovelha (20,00 por pessoa), que pertence a um dos sócios do Hotel Dall’Onder, um dos mais caros de Bento Gonçalves. Assim que chegamos, fomos recebidos por uma funcionária que nos disse que estava começando a degustação e então descobrimos que existe uma tabela de horários para as atividades, portanto no horário que chegamos poderíamos assistir a degustação, pastoreio e ordenha, mas a alimentação dos bezerros foi as 10:00 e 13:00. Como não sabíamos do horário não foi possível participar.

Iniciamos com uma degustação de produtos produzidos pela casa (somente um dos queijos é de vaca), o resto tudo de ovelha, incluindo um iogurte. Em seguida fomos assistir à apresentação de pastoreio, que é feita por uma treinadora e um cão border collie treinado. O cão, obedecendo aos comandos de voz da treinadora, atua como se fosse um “controle remoto” da pastora para manejar o rebanho.

O nome da cadela era “Tinha”, e os comandos incluíam “Di” (aproximar do rebanho pela direita), “E” (para aproximar do rebanho pela esquerda), “Pa” (para parar lentamente) e “Para aí” (parada total rápida). O comando “Fim” encerrou a boa apresentação, durante a qual o cão, embora jamais morda as ovelhas, jamais tira os olhos delas, fica sempre a espreita. A pastora nos disse que a primeira coisa que se ensina ao cão pastor é que ele não deve morder as ovelhas.

Seguimos para a Casa de Massas e artesanatos tinha uma loja com venda das massas produzidas, tortinhas e artesanatos (bem simples). Também tem exposto várias fotografias antigas, porém uma delas nos chamou muita atenção: era uma família pousando para foto e no meio tinha um homem num caixão. A princípio não acreditei que era um caixão mesmo, mas a atendente nos confirmou e contou a história de que o chefe da família tinha morrido e no dia do velório, chegou um fotógrafo na cidade (era raro naquela época a fotografia) então ele sugeriu uma foto de toda a família para lembrar do momento. Foi quando resolveram amarrar o pai no caixão para que ele aparecesse na foto também. Fiquei boba com a história e tive que tirar a foto da foto!!! Depois a dona da loja chegou e conversamos com ela um bom tempo. Muito simpática!!! 

Depois visitamos a Casa da Tecelagem e Porão de Pedra. São os dois no mesmo lugar, primeiro fomos no porão, onde encontramos várias pedras e materiais feitos dela muito lindos. Os preços não eram muito baratos, mas as peças realmente eram muito bonitas.

Depois seguimos para a parte de cima, onde tem a Casa da Tecelagem, quando sobe a escada, do lado esquerdo tem as máquinas de tecer, com peças nelas, acredito que, se tivéssemos ido mais cedo, encontraríamos pessoas tecendo por ali. A direita da escada tem a loja com vários produtos, olhamos a loja toda e nenhuma vendedora apareceu, os produtos eram muito bonitos, mas não eram baratos também.

Logo em seguida fomos a Casa da confecção. É uma casa também antiga, que na parte da frente tem o ateliê e ainda preserva a forma como a casa foi construída, inclusive na parte dos fundos do ateliê, existem alguns objetos usados antigamente e o chão de terra batida (como era, principalmente na cozinha, pois eles faziam muito fogo de chão e para que não houvesse incêndio, o chão era de terra batida e a cozinha a parte da casa). Mais atrás, tem uma Pipa enorme onde foi colocada a loja para a venda dos objetos.

OBS: Muito do que se encontra na Casa da Tecelagem também tem nessa loja e com um preço muito mais em conta, visto que na Casa da Confecção quase não vai ônibus com guia (eles embutem o valor do guia nos preços, por isso em alguns lugares são mais altos) e também por ser final de percurso, por exemplo: um casaco de pele que vi na primeira por 180,00, na casa da Confecção estava por 130,00.

Depois visitamos a Casa da Erva Mate onde provamos o Chimarrão e pudemos fazer a visita à casa que produz a erva mate. Pagamos a visita (3,00) e a dona da Casa nos guiou e explicou como se faz a Erva, mostrou onde são feitas as etapas dos produtos e também nos mostrou maquinas antigas que ainda funcionam mas não são mais utilizadas, a utilizada no momento é uma de 1940. Conversamos bastante com a dona Jaqueline que foi muito simpática e receptiva.

Passamos na casa das Cucas, mas já estava fechada. A noite fomos lanchar no Burguer onde foi feita uma decoração do tipo americana. Muito aconchegante o lugar e muito gostoso o sanduíche e também a comida.

7 Dia 

Após acordarmos e tomarmos café da manhã, fomos para a cidade próxima de Garibaldi. Iniciamos a visita pela vinícola Peterlongo, com mais de 115 anos, a primeira a produzir espumantes no Brasil. Curiosamente, a Peterlongo é uma das poucas vinícolas no país que pode utilizar o nome “Champagne” em seus espumantes, já que, após ser processada por fabricantes francesas, conseguiu decisão judicial no STF, em 1995, garantindo-lhe esse direito. 

A entrada é bonita, mas o complexo inteiro é antigo e denota uma preocupação excessiva em preservar sua “originalidade” (2015). A guia não soube dar boas explicações sobre a vinícola ou o processo de fabricação.

A Peterlongo produz champagne no método Champenoise. Envelhece a bebida na própria garrafa, em um processo que envolve o uso de um licor de manufatura com leveduras, microorganismos que atuam na bebida durante um período que pode durar meses ou anos, dependendo de qual champagne se deseja fabricar. As garrafas inicialmente ficam armazenadas de lado, e depois são levantadas aos poucos, até que suas bocas ficam voltadas para baixo, em um ângulo de aproximadamente 50 graus. Isso faz com que a levedura comece a decantar próximo à boca da garrafa.

Depois que as leveduras consomem todo o açúcar existente na garrafa, transformando-o em álcool, elas morrem de fome, e ficam todas no fundo. As garrafas são então colocadas em uma máquina que congela a região próxima à boca da garrafa a menos 24 graus celsius. Outra máquina então retira a tampa da garrafa, e com isso o gás carbônico nela existente expulsa também as leveduras congeladas. É então adicionado um licor de expedição ao produto, contendo açúcar, que adocica a bebida e completa o conteúdo da garrafa.

Os preços na Peterlongo eram bem salgados. Uma das poucas vinícolas com preços mais altos na fábrica do que aqueles que pratica no mercado (a maioria dá descontos para você levar os produtos, após a visita). Destaque de qualidade para o suco de uva branca, muito gostoso.

Saímos de lá e fomos almoçar. Garibaldi tem Zona Azul nas áreas do centro. Máquinas automáticas nas quais você coloca moedas e imprime o comprovante. Enquanto almoçávamos (Lanches Capellari), o tempo fechou e caiu uma baita tempestade, com direito a pequenas pedras de granizo.

Em seguida fomos à Vinícola Garibaldi. Ela é uma cooperativa de produtores, que tem conseguido muitos prêmios no exterior, reconhecendo a qualidade de seus espumantes. Ao contrário de outras vinícolas, a Garibaldi ainda usa enormes tonéis de madeira, com cerca de 100.000 litros de capacidade, cada um, para envelhecer seus vinhos e espumantes. A substituição por tonéis de inox está sendo feita aos poucos. A preferência deles é envelhecer o vinho nos tonéis de inox, porém se houver necessidade, os tonéis de madeira são prontamente acionados.

Ao final do tour, nos foi demonstrado a técnica de abertura de garrafa de espumante pelo método “sabrage”, no qual nosso guia abriu uma garrafa com um sabre (não afiado), literalmente degolando a garrafa (uma parte da boca de vidro sai junto com a rolha, e a saída de gás carbônico da garrafa impede que pedaços de vidro adentrem seu interior).

Os preços da Garibaldi para vinhos e espumantes foram os melhores dentre todas a vinícolas que visitamos: vinhos a partir de R$ 8,00, e espumantes a partir de R$ 16,50.

Ainda nos sobrou tempo para visitar a vinícola Lídio Carraro, situada no Vale dos Vinhedos. Esta vinícola, com apenas 10 anos de idade, tem uma proposta “purista”, que é a de não usar nenhum barril de madeira na confecção de seus vinhos. Toda a produção é feita em tonéis de inox.

A recepção é feita em uma grande casa adaptada para receber o público, em cuja garagem foi feita a primeira produção de vinhos da empresa. A vinícola tem boas conexões: Produziu os vinhos oficiais do Pan Americano de 2007 e da Copa do Mundo. Os vinhos são bem saborosos. É feita pelos enólogos uma análise inclusive do solo das glebas para ver qual uva se encaixa melhor em que solo. É um trabalho bem detalhado.

Dali fomos para a Queijaria Valbrenta, ainda no Vale dos Vinhedos. Queijos muito bons, porém com preços por quilo oscilando entre R$ 50,00 e R$ 80,00. O proprietário fez curso na Itália e oferece diversos tipos de queijo, muito gostosos.

8 Dia 

Neste dia, após tomarmos café da manhã, saímos do hotel com idéia de irmos até Caravaggio e Farroupilha, onde, nos informaram, existe uma loja da Tramontina com ponta de estoque a preços baratíssimos.

Porém nosso carro deu problema e tivemos que levar ao mecânico. Contamos com uma super ajuda do staff do Hotel San Marino Hotel San Marino Ltda. (eles foram sensacionais na Assistência!!!!) que foi ao nosso encontro e conseguiu o mecânico para arrumar o carro.

Alugamos um carro na Locadora Exclusiva, um Corsa 1.0 sem direção hidráulica, por R$ 88,00 a diária, mais o combustível (2015). Em seguida fomos almoçar. Passamos na Igreja de São Bento, belíssima construção, em forma de barril, no centro da cidade.Em seguida fomos à Chandon, que só recebe visitantes mediante agendamento.

A peculiaridade da Chandon é a utilização do método Charmat na produção de seus espumantes. Ela não envelhece suas bebidas em garrafas (método Champenoise), mas sim em grandes tonéis inox refrigerados. Também não usa tonéis de madeira. O irônico é que embora o Charmat seja o método usado na fabricação do espumante Moscatel (o mais docinho), a Chandon não fabrica este tipo de produto. São apenas seis tipos de espumantes, primando pelo equilíbrio da bebida. Mesmo os bruts da Chandon não são tão pesados.

9 Dia 

Fomos direto para a oficina pra ver se nosso carro estava pronto. Graças a Deus estava. Seguimos para entregar o carro alugado e depois almoçamos no restaurante Dom Pepe de comida a quilo. Em seguida partimos para fazer os passeios previstos para o dia anterior. 

Fomos ao Santuário de Caravaggio que é uma igreja muito bonita no município de mesmo nome. É bem grande e tem uma vista maravilhosa. De lá seguimos para Farroupilha, onde descobrimos, antes de chegar a cidade, bem num dos acessos, uma loja chamada Milla – Artefatos em Couro, eles tem muita variedade de sapatos em couro, pois lá é a fábrica. Estavam com várias promoções. Achamos sapatilhas de couro por 39,90, tênis super lindos por 79,90. Daniel achou um sapato que por fora é como um sapato social, mas por dentro é um tênis com solado de gel, também tinha muitas botas, de todas as cores num preço super em conta! Tudo em couro. 

Fomos em seguida para o centro de Compras de Farroupilha (achamos tranqüilos com o GPS), é um centro onde vende malhas. Tem bastante coisa legal, mas somente algumas coisas com um preço convidativo. Dependendo da loja, os valores são bem parecidos com lojas do shopping. Então, só algumas coisas e lojas realmente valem a pena comprar. 

Seguimos então para a cidade novamente pois, com os eventos da primavera, estava tendo vários cursos pela cidade e nos inscrevemos em um curso de degustação de vinhos. O curso foi bem legal, uma Sommelier da vinícola Aurora, nos levou vários vinhos e espumante para degustação. Foi um curso diferente dos que já assistimos, pois ela falou de tudo um pouco. Bem legal! 

Jantamos na Pizzaria Sapore Sublime, onde tínhamos ido porém estava muita fila no outro dia. Hoje também tinha mas bem menor. Gostamos muito das pizzas deles, a massa é bem leve, e o Maitre vai sempre em mesas aleatórias perguntando se está bom o atendimento. O que percebi foi que algumas vezes as pizzas demoravam pra vir, acho que tinham que esperar a próxima fornada sair do forno. Mas num geral estava tudo gostoso.

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