Brasil,  Chapada Gaúcha

Grande Sertão Veredas

Viagem em Dez/2013

Lugar que deu título ao livro de Guimarães Rosa e foi palco de suas histórias!!! Vale super a pena conferir!! Fica a aproximadamente 3 hs de Brasília 

1 dia 

Acordamos cedo e seguimos pra Chapada Gaúcha. Estrada relativamente tranqüila. Em São Francisco cruzamos o rio de mesmo nome de balsa, ela era relativamente grande, pois nela atravessaram 3 ônibus e mais ou menos 10 carros, com uma multidão de pessoas. Do outro lado do rio, a alguns quilomentros começou a estrada de terra. O ideal é sair antes dos ônibus, pois eles levantam muita poeira na estrada. A estrada possui muita areia e alguns trechos críticos, mas em sua maioria dá pra passar tranqüilo com um 4×4 e com 4×2 com alguma dificuldade.  

2 dia 

Saímos do Hotel Veredas e seguimos com o nosso guia Anderson para a sede do IBAMA. Lá conhecemos o guarda parque e o administrador do parque. Também tivemos a oportunidade de ver uma funcionária alimentando alguns papagaios que foram resgatados do comercio ilegal e também um cervo bebê que, após um incêndio, se separou da mãe e foi levado ao IBAMA pra ser tratado e reitegrado à natureza.

Seguimos então pro parque Nacional Grande Sertão Veredas que é lindo demais!! Veredas a perder de vista!!! Nossa primeira parada foi no encontro dos rios Preto e Carinhanha, nesse encontro as águas negras do rio Preto começam a se misturar com as verdes do rio Carinhanha, porém, como choveu muito a dois dias atrás, a água do Carinhanha estavam barrentas. 

Subimos um pouco no leito do Rio Preto e fomos tomar banho no rio… O fundo é de areia e o rio tem uma relativa correnteza mas é uma delicia se banhar nele, quando fomos sair, fizemos um “bóia-cross” até o encontro dos rios, onde nadamos até o Carinhanha (lado que fica na Bahia) e voltamos para o Rio Preto e saímos. 

Fomos então para uma outra parte do Rio Preto, onde fizemos um lanche em cima de uma ponte centenária e Anderson nos contou um pouco da história de Antônio Dó e nos citou vários trechos do livro de Guimarães Rosa (Grande Sertão Veredas), depois subimos um pouco no rio e voltamos fazendo bóia-cross até a ponte novamente.Dali fomos à prainha que também é formada pelo Rio Preto. Um lugar delicioso pra banhar e ficar só pensando na natureza. Só tem que tomar cuidado com as Mutucas e Borrachudos que tem pra dar e vender!!! Mesmo molhado eles nos atacam. 

Seguimos para a torre de avistamento de incêndios no parque, uma torre altíssima, aproximadamente 30 mts de altura, que possui uma cabine, na qual ficam os guarda parques para verificar todo o parque. A vista de lá é maravilhosa! Você perde o parque de vista de tão grande que é!!! Maravilhoso!! Fizemos mais um lanche e seguimos para casa.  

Durante todo o dia avistamos muitos animais, dentre eles: urubu, carcará, veado (filhote resgatado), queroquero, curicaca, siriema, araras, tucano, cobra (no meio da estrada), pegada de onça parda, negra e pintada. A estrada de volta pra cidade é areia e terra, bem pesada e 4×4. Carro 4×2 não passa, com muitas poças d’agua e fundas, mas acredite! É uma BR!!! 

3 dia 

O dia foi mais tranqüilo. Fomos a uma casa onde passa o rio Cachimbo para encomendarmos o almoço. Na casa dessa moça, tem plantação de feijão e eles também produzem açúcar, inclusive, eles apresentaram o açúcar numa feira de produtos rurais e o grupo Pão de Açúcar encomendou toneladas, porém eles tem dificuldade de produzir essa quantidade por ser um espaço reduzido de plantação.Seguimos então para uma outra casa onde passa o Rio Ferreira. Lá tomamos banho de rio. É bem gostoso, o rio é de água clara, ele tem um canal onde passa a correnteza (não é muito forte, mas nadar contra ela é bem difícil) e o resto do rio é bem tranqüilo. É gostoso nadar bastante e subir o quanto conseguir o rio e depois deixar a água te levar.

Ao sair do rio voltamos e almoçamos na casa da família onde passa o rio Cachimbo. A comida estava gostosa e também compramos feijão orgânico (10,00 por 3 Kg). Tínhamos 2 opções, ficar por ali e curtir a tarde, ou sair e ir visitar Várzea Bonita (cidade onde Antônio Dó, jagunço da época, retratado no livro de Guimarães Rosa, se refugiava). A cidade é bem pequena, a única coisa que tem pra fazer é curtir o rio de água bem transparente chamado Rio dos Bois, onde é “ponto de encontro” para toda a cidade. O rio tem um gramado em volta onde as pessoas ficam deitadas curtindo o sol.

Ao sair dali, fomos ver o por do sol em um dos observatórios de incêndio do parque. É bem bonito! O pôr do sol do sertão não tem comparação!!!  

4 dia 

Saímos e fomos visitar o Vão dos Buracos. O lugar é bem longe da cidade e a estrada está muito mal cuidada. Atravessamos por várias vezes o rio e subimos uma serrinha. Em um determinado ponto (a uns 1500m do Vão dos Buracos) nos deparamos com um lugar que percebemos que o carro não conseguiria subir, tivemos que descer e pegar a pá para tentar cavar para fazer uma rampa. Passado esse local, nos deparamos com uma outra situação onde o carro não subiria, porém nessa hora os moradores da casa em frente estavam no portão e nos ofereceram ajuda. Eles pegaram a enxada e cavaram um pouco para que pudéssemos subir. Depois de várias tentativas conseguimos, e eles nos convidaram para comer manga no quintal. Entramos e chupamos uma manga, que na região eles chamam de Manga comum (acho que o nome que a chamam nos outros lugares é Carlotinha). Chegamos ao Vão dos Buracos. Um lugar lindo com várias veredas e um riozinho bem baixo (na canela) mas com uma correnteza. Ficamos ali um tempo deitados naquela água e admirando a paisagem que possuía muito Cânions. A areia dele é tipo movediça, então tem que pisar e levantar o pé logo, pois você vai afundando. 

Dali seguimos para buraquinhos onde tinha um rio de igual beleza e ficamos nos banhando lá um tempo. Perto de Buraquinhos tem um bairro com o mesmo nome. Lá descobrimos algumas pessoas que fazem artesanato com buriti. Compramos uma ararinha, mas lá eles fazem até mesas, cadeiras e sofás.

5 dia 

Saímos um pouco tarde e fomos a Serra das Araras, lá fomos direto encomendar a comida em um restaurante da cidade, como a moça disse que em meia hora ficaria pronta, ficamos nos banhando em um rio da cidade enquanto esperávamos, Comemos e nos dirigimos para a Reserva Ecológica Veredas do Acari, lá, há uma cachoeira com 3 quedas pequenas, sendo que a segunda forma um poço delicioso para banho onde dá pra fazer hidromassagem na queda.

O que mais me interessou na região além de sua beleza se foi o fundo dos rios e cachoeiras serem de areia, o que me dá mais confiança na hora de entrar. Depois da terceira queda, a água, um pouco mais fria e transparente do Rio Acari, encontra com a água quente e barrenta do rio Catarina. Dá pra tomar banho nesse encontro, mas preferi o poço formado pela segunda queda, pois na terceira tem muito mosquitinho.

Depois que saímos do rio, fomos ao Centro Cultural de Serra das Araras, onde poudemos ver o artesanato local, inclusive, no centro cultural, tinha um médico fazendo exame de vista nos habitantes da cidade e um grupo de alunos tendo aulas para ler e escrever. O artesanato de lá é feito basicamente do buriti. Terços, jarros, florezinhas, bolsas, camisetas e até móveis.

Guia
Anderson Não estou achando o tel dele, mas é muito conhecido na sede do Parque, só perguntar por ele lá. Super recomendado

Hotel Veredas (Preços e disponibilidade no Booking aqui do lado!!!)
Rua Rio Grande do Sul, 312 – Chapada Gaúcha

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